“Queres?”
“Quero.”
“Vens ter comigo aqui?”
“Vens mesmo?” Hesitei.
“Queres mesmo que vá?”
A resposta…
“Quero. Mas tu tens de querer também. Muito. Tanto como eu.”
Eu estou no Norte. Ele no Sul.
Falamos do que somos. Do que gostamos e daquilo que nem tanto. E falamos do que faz o sangue ferver. Percebemos que a mesma coisa o faz. Cada um na sua posição, muito clara. E com toda a naturalidade o desafio surgiu:
“Eu posso realizar-te esse desejo.”
Só perante a possibilidade o meu corpo reagiu. E a mente viajou.
Hesitei. Pensei. A imagem não me saía da cabeça e a sensação no corpo tornava-se cada vez mais palpável. O desejo no meu íntimo fez-se presente com cada vez mais intensidade. No momento seguinte dou por mim a dizer:
“Sim. Alinho. Vou. Quero muito. Está bem. Vou tratar de tudo.”
Os dados estavam lançados. Não havia volta. E eu não queria que houvesse. Decidi percorrer trezentos quilómetros rumo a alguém que nunca tinha visto, com quem apenas tinha falado e de quem apenas tinha visto uma foto. Alguém mais jovem que eu, interessante tanto na aparência patente na foto como no intelecto e personalidade que me mostrou. Seria mesmo assim na realidade?
Combinámos que ele me iria buscar à estação. E depois rumaríamos ao local onde tudo aconteceria.
No dia marcado embarquei no Alfa, no Porto, rumo a Lisboa. Os sentimentos eram um misto de interrogação — o que estou a fazer? — e desejo ardente de acontecer. Uma única pessoa da minha confiança sabia onde eu ia.
Duas horas e meia depois o comboio parou na estação da capital. Ele já me esperava. Reconheci a figura masculina da foto: alto, jovem, cabelo escuro e olhos verdes, a sorrir para mim. Sorri também. Foto verdadeira. Talvez tudo isto vá ser afinal uma experiência muito boa.
Não estava sozinho.
“Olá. Sou o P. Este é o meu primo J.”
Tínhamos que atravessar a cidade para chegar ao destino programado ainda com sol: Sintra. Chegámos ao carro dele.
O J. conduz. Nós vamos ambos no banco traseiro. Sorri. Não estranhei e acedi. Percebi que tudo iria começar já no carro.
Eu estava expectante e ansiosa. Ansiedade boa. O carro começou a rodar. Ambos já tinham muito certo o que cada um faria sem precisar de dizer nada.
No momento seguinte ouvi:
“Vamos começar a festa aqui…” disse enquanto sorria para mim.
O que se seguiu foi um turbilhão e uma viagem de loucos, literalmente. Quando dei por mim estava a sentir o beijo e as mãos nos seios por cima da roupa. E depois por baixo da blusa… aqueci e desejei que não parasse… mas parou… e ouvi:
“Cumpriste a regra?”
“Sim…” respondi, já quente…
De imediato pousou a mão no meu joelho, forçando a abrir enquanto sussurrava ao ouvido:
“Abre…”
Dei por mim toda aberta para ele se certificar que eu não trazia cueca vestida, tal como ele tinha ordenado. Derreti ao sentir os dedos a acariciar no mais íntimo de mim… e quando já não suportava aquela tortura deliciosa senti a invasão dos dedos a penetrar-me num vai e vem que me fez gemer dentro do carro.
De repente parou…
Ouço:
“Agora não… não aqui…”
Eu implorei:
“Continua, por favor…”
“Aqui não… o clímax não será aqui…”
E ouço:
“Eu sei que gostas muito… chupa…”
Só ali me dei conta que ele já tinha libertado uma ereção perfeita. Atravessei a cidade a chupá-lo até o fazer explodir de prazer… e ouço:
“Podes parar, J. É a tua vez.”
Adorei. Agora o J. E trocaram. A parte restante do caminho foi a saborear o J. Senti-o a levantar-me a saia até à cintura e a expor-me inteira. Tocou-me todo o tempo. Estava muito, muito húmida e não consegui evitar o êxtase logo a seguir ao dele.
Uns minutos depois chegámos ao destino. A casa do P.
Chegámos a Sintra. Entrámos em casa do P. pela garagem. Subimos ao primeiro andar. Ele serviu vinho.
No momento seguinte dei por mim sentada no sofá, vestida apenas com a saia creme, descalça, a oferecer os seios a mãos que os tocavam e chupavam. Tenho mamilos que se prestam a tudo o que lhes queiram fazer, por grandes que são… adoro sentir…
Estávamos no prelúdio do verdadeiro objetivo daquela viagem: ser a fonte de prazer para o P. e o seu grupo de seis amigos mais próximos. Mas o prazer acabou por ser muito mais o meu. Na verdade foram cinco, porque um deles teve de viajar à última hora a trabalho.
Quando chegou o segundo, porque o primeiro era o J., perguntou:
“O que temos aqui?”
… ao mesmo tempo que tocou um dos seios.
A partir daí foi uma montanha-russa de sensações, cada uma mais forte, intensa e deliciosa que a outra. Louca de prazer com aqueles homens, todos interessantes na verdade — uns mais que outros — mas todos…
O que mais me excitou? Que estavam ali naquele momento para mim. Para o prazer deles, sim, mas para o meu também.
Primeiro um oral a todos, um a um, mantendo sempre as mãos ocupadas nos outros. Depois, por acordo entre todos, vieram um a um de todas as formas… sentia-me a flutuar de tanto prazer, de tantas sensações em catadupa…
Fui à casa de banho refrescar-me e, ao voltar, já só estavam lá o P. e o J. Ainda em pé, ambos recomeçaram… senti os seios beijados e chupados… enterraram nem sei quantos dedos em mim… e foi ali, a encerrar a noite, que senti o que era ser preenchida em simultâneo… uma explosão em que dei por mim a pedir, a implorar que não parassem… que continuassem… e gritei… de tão bom…
Para mim esta foi uma ousadia maior… que acabou por correr bem. Pelo P. eu voltava. Os amigos, aqueles e mais dois (o da viagem à Polónia)… não fui. Realizei a fantasia. Única. Maravilhosa. Irrepetível.
