A primeira vez que entrei naquele clube, no sabía bem o que esperar. As luzes eram baixas e a música vibrava através de mim, como uma corrente elétrica. Estava nerviosa e não tinha certeza se devia estar lá, pero algo em mim ansiava por mais.
Ele apareceu, um desconhecido de olhar penetrante, que me ofereceu um trago e um sorriso enigmático. Conversámos até que as palavras se desvaneceram e nos quedamos a poucos centímetros um do outro. Senti a sua respiração no meu pescoço antes de os lábios dele tocarem suavemente a minha pele. Un escalofrío percorreu-me o corpo e o mundo à volta pareceu desaparecer.
Me dejé llevar, o som da música e a sensação das suas mãos explorando o desconhecido em mim. Foi uma dança, um jogo de proximidade e provocação, que nunca tinha antes experimentado. Era tudo que sabia não ser seguro, pero era exatamente isso que tornava tudo tão irresistivelmente viciante.
No compartimos nombres, apenas desejos ocultos naquele espaço onde o mundo exterior deixava de existir. Salí del club aquella noche com a sensação de ter cruzado uma linha há muito desenhada na minha mente, e com a certeza de que voltaria.
