Trabalho no Continente em Aveiro, nos congelados. Eu tenho uma colega, dos frescos, que é casada com um GNR e tem a fama de ser bravo.
Um dia, estava a arrumar os gelados e ela encostou-se a mim de propósito, com a anca a esfregar-se no meu braço. ‘Desculpa, não reparei’, disse, mas os olhos dela brilhavam como se tivesse ganho o Euromilhões.
Agora é todos os dias.
Mas eu não faço nada. Não sei o que raio hei de fazer. Se lhe toco, ela vai dizer que foi assédio.
