A Carolina sempre foi controlada, racional. Mas numa viagem a Lisboa, tudo mudou.
De manhã, reencontrou um antigo colega da universidade num café em Belém. A conversa aqueceu.
O convite para almoçar surgiu com naturalidade. E antes da sobremesa, já se beijavam.
Fizeram sexo na casa dele. Foi rápido. Urgente. Desejado.
À tarde, já sozinha, entrou num bar de vinho no Chiado. Conheceu um homem. Estrangeiro. Sorriso provocador. A química foi imediata.
Mais beijos. Mais toque. Outro orgasmo.
À noite, foi a uma festa no Bairro Alto com amigas. Lá, conheceu o terceiro. Um amigo de uma amiga.
O jogo começou na pista de dança e terminou na cama dele. Três homens. Um só dia.
No dia seguinte, a Carolina chorou. Sentiu-se suja. Perdida.
Passou meses sem se envolver com ninguém.
Mas quando me escreveu, disse que, mesmo com toda a culpa… aquele foi o dia mais livre da sua vida.
