Numa noite húmida de outubro, ela foi parada pela GNR perto de Coimbra.
O agente era alto, corpo definido, voz firme e antigo colega da escola básica. Mas foi o olhar que a desarmou.
Trocaram palavras mais leves do que se espera numa operação stop. Reconheceram-se e provocaram-se. E, com um sorriso maroto, ela lançou a provocação:
— O turno está quase a acabar? E se prolongássemos a noite?
Ele hesitou. Depois sorriu. Minutos depois, estavam num parque de estacionamento afastado. O carro tremia. Ela também.
Ele nunca tirou a farda. E ela adorou isso. Foram rápidos, intensos, quase animalescos.
Quando tudo acabou, voltaram ao normal — como se nada tivesse acontecido.
Mas ela nunca mais esqueceu. Principalmente porque, segundo contou… ele era muito bem dotado.
